Star Wars – Legado de Sangue

Olá, olá! Tudo bom? :)

Fazia um (bom) tempo que eu não aparecia, não é? O final de 2017 foi terrivelmente corrido para mim, então não tive como nem pensar em postar nada. A parte boa é que consegui aproveitar um tempo breve para por umas leituras em dia, então tenho pelo menos 3 livros lidos recentemente para vir comentar (todos comemora!).

Resolvi iniciar pelo primeiro livro que finalizei em 2018. Mas, antes de falar sobre ele, preciso contextualizar como acabei chegando nele. Mês passado saiu o tão esperado segundo filme da nova trilogia de Star Wars, Os Últimos Jedi (The Last Jedi, 2017). Eu era fã da franquia fazia alguns anos, quando meu namorado me fez assistir todos os filmes e eu pirei, mas nunca tinha ido atrás de material além dos filmes.

Aí eu assisti Os Últimos Jedi. Quatro vezes. O filme, apesar de todas as controvérsias, foi realmente muito bom, na minha opinião. Então eu acabei querendo saber ainda mais do novo universo canônico da franquia (explicando rapidinho: quando a Disney comprou a Lucas Film em meados de 2012, ela decidiu tornar todo o Universo Expandido – compreendido por quadrinhos, livros, etc – em coisas que nunca aconteceram, para poder iniciar a nova trilogia com uma história própria. A partir de 2012, todos os livros, revistas e quadrinhos lançados são canônicos. Até onde eu sei, apenas os desenhos em animação Rebels e Clone Wars – e de repente alguma coisa do Lego – continuam como canônicos do que era feito antes.).

Sobre o novo universo canônico, na Wikipedia encontrei listados 18 livros adultos escritos até então, sendo que dois deles ainda não foram lançados, com previsão de saírem este ano (a novelização de Os Últimos Jedi está entre eles e deve sair em março). Além destes 18, existem diversos voltados para o público mais jovem e infantil, que não são exatamente do meu interesse no momento.

Dentre os livros adultos listados acabei decidindo ler Legado de Sangue (Bloodline, 2016), da Claudia Gray, primeiro. Isto porque o livro é todo sob perspectiva da Leia, quando ela ainda trabalhava no senado e conta as origens da Primeira Ordem. Já tinha ouvido falar muito bem do livro e devo dizer que não me arrependi.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Korr Sella, n’O Despertar da Força; um pôster excelente com nossa amada Leia; a capa do livro original; e o Senado, para quem não lembra a loucura que era. :)

Resumindo a história, Leia Organa, senadora do partido populista, em cerca de 6 anos antes dos eventos de O Despertar da Força, está cansada de ver o Senado Galáctico só discutir e não agir. Assim, ela começa a pensar em se aposentar e viajar pela galáxia junto de seu marido, Han Solo, na icônica Millennium Falcon. Mas, os planos dela são atrasados quando ela percebe o potencial perigo de uma organização de tráfico comandada pelos Hutts que parece ser muito maior do que aparenta. Assim, ela se candidata a investigar e, para sua surpresa, um senador do partido oposto, os centristas, se candidata para investigar com ela. Ele é Ransolm Casterfo, um dos senadores mais jovens e que Leia considera ser apenas um homem mimado e que se importa só com as aparências. Junto deles vão Greer Sonnel, ex-pilota e assistente de Leia, o piloto da República Joph Seastriker, a estagiária de Leia, Korr Sella, além do famoso droide C-3PO.

Alguns spoilers a seguir!

As investigações de ambos os senadores acabam revelando uma rede ainda maior do que o esperado inicialmente. Mais adiante, percebemos que esta rede é, na verdade, as raízes da Primeira Ordem. Mesmo sabendo que a Ordem consegue crescer e exercer seu domínio pela galáxia, como vemos nos dois novos filmes, é muito interessante ver suas origens. Ainda mais, ter estas informações sendo apresentadas pelo olhar da Leia, além de mostrar seu relacionamento com os personagens à sua volta, torna o livro uma leitura muito legal até para os fãs mais antigos. O passado de Leia, considerada por todos uma heroína Rebelde, também volta para assombrá-la, marcando seu futuro e de todos a quem ama, como Han, seu filho Ben e Luke.

Casterfo se provou uma personagem que eu realmente gostaria de ver em outras histórias, assim como Greer e Joph, por quem acabei me afeiçoando muito.  A Korr Sella, infelizmente, é aquela moça do zoom quando os raios da Starkiller destroem os planetas da República n’O Despertar da Força. Eu li a novelização do filme e pretendo comentar por aqui sobre ela em breve, aliás.

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Realmente gostei da narrativa de Legado de Sangue e de como as personagens foram trabalhadas. Além disso, gostei demais da forma como foram inseridas tantas personagens femininas importantes na história além da própria Leia. Já a parte política de Star Wars era a que menos me interessava, mas minha opinião mudou completamente depois deste livro. Se você é fã dos filmes, tenho certeza de que vai gostar!

E, se você já leu o livro e tá sozinho querendo alguém para conversar, comenta aí embaixo que eu to super disponível para falar sobre ele, hahaha!

Até breve! ❤

O Despertar da Força Os Últimos Jedi Star Wars Universo Canônico

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