Comentando “A Bela e a Fera” (2017)

Se tem algo que eu posso dizer sobre o filme live action d’A Bela e a Fera é que eu realmente não esperava que fosse ficar tão bom. Considerando as outras adaptações até o momento (Alice no País das Maravilhas, Cinderela, Malévola…), posso dizer sem dúvida que, para mim, A Bela e a Fera foi a melhor até agora.

O desenho da Disney era lindo, claro, mas nunca foi meu preferido. Preferia A Pequena Sereia, ou Aladin, ou Hércules. Mas o filme me fez mudar de opinião. A Bela e a Fera tem uma história muito interessante. Diferente de outras princesas (vide Branca de Neve e a Aurora, de a Bela Adormecida), Bela não se apaixona à primeira vista por um príncipe encantado. Grande parte do charme da história reside no avanço dos sentimentos de ambos, na humanização da Fera e, é claro, no alívio cômico que são a mobília falante.

O filme ficou bastante fiel ao desenho. Por outro lado, por ser live action, é tudo novidade. A nostalgia foi grande quando reencontrei personagens que sempre amei (Lumière!) e que sempre odiei (ah, Gaston, consegui desgostar ainda mais da sua versão live action). As músicas também foram adaptadas para o filme, além de receberem a inclusão de uma ou outra que não existem no desenho. Isto porque alguns detalhes foram acrescentados à trama, talvez para sustentá-la melhor, para naturalizar o romance que foi crescendo e a motivação por trás de alguns personagens.

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Talvez o ponto mais marcante nessas mudanças foi a relação entre Gaston e seu fiel escudeiro LeFou. No desenho temos a nítida impressão de que Gaston é tudo aquilo que LeFou gostaria de ser: alto, forte, um símbolo sexual para as mocinhas de uma pequena vila francesa. Já no filme, bem, ele é literalmente apaixonado por Gaston. De ajudante atrapalhado, LeFou passou à seguidor apaixonado, o que gerou algumas cenas engraçadas e outras em que você sensibiliza com a situação dele.

Outro ponto interessante no filme foi a inclusão atores negros em diversos papéis. E a Bela não foi retratada apenas como uma pessoa diferente das outras por gostar de ler, mas também tentando mudar a realidade à sua volta, como na cena não baseada no desenho, onde ela está ensinando uma menina da vila a ler.

Sobre a fotografia do filme, gostei muito. As personagens criadas por computação gráfica ficaram bem legais. Não posso dizer com certeza se ficaram realistas, na medida do possível, porque vi o filme em 3D no cinema da minha cidade e fica tudo muito escuro. Quero muito reassitir em casa, sei que perdi muito detalhe.

Foi um filme muito bonito, com certeza. Ele apresenta uma série de valores e passa uma mensagem muito importante: somos mais que nossa aparência. Super recomendo. :)

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