Recomendação de leitura: O Servo dos Ossos

Quem já leu outras recomendações minhas sabe que eu sou muito fã de terror e suspense, né? E eu também amo história desde que me conheço por gente. Se eu consigo por as mãos em algum livro, quadrinho ou o que quer que seja que envolva ambas as temáticas, de forma inteligente e instigante, é muita felicidade para um só coração.

E foi exatamente isto que aconteceu quando li “O Servo dos Ossos”, de uma das minhas autoras favoritas no mundo, a Anne Rice. Eu já li todas As Crônicas Vampirescas dela, incluindo os livros mais recentes, também já li toda a história das Bruxas Mayfair. O mesmo para a nova série, com temática de lobisomens, A Dádiva do Lobo. Até o momento eu não tinha lido os livros que não pertencem à séries da autora. Mas eu queria continuar lendo as obras que ainda não consegui ler e, para isso, resolvi reiniciar minhas leituras com um dos livros que mais me intrigava.

A capa brasileira de “O Servo dos Ossos” é muito interessante, mas ela não me dizia muito sobre ele. Eu tinha interesse em saber do que se tratava, porém passei anos pensando que se tratasse de um livro mais religioso. É claro que, como sempre, Anne Rice me surpreendeu.

Logo de cara somos apresentados a Jonathan Ben Isaac, que faz um papel semelhante ao de Daniel, em “Entrevista com o Vampiro”. Jonathan, um famoso historiador que não usa seu nome real na narração, conta sobre seu estranho salvador, ao ficar doente em uma cabana isolada, onde foi para escrever em paz.

Azriel é um ser imortal que busca Jonathan para contar sua história. Ele o salva de morrer na cabana isolada e, enquanto Jonathan se recupera, Azriel conta sobre sua vida, morte, a negação de ir para o paraíso e o que se tornou depois de milhares de anos.

A partir disso, Anne Rice faz o que sabe de fazer melhor, nos levando para um passado distante, desta vez na antiga e imponente Babilônia, e nos mostra a vida e morte do jovem Azriel, que teve contato com o sobrenatural desde muito cedo. As descrições nos transportam diretamente para a época e somos apresentados ao modo de vida da família de origem hebraica de Azriel, composta por escribas bem remunerados.

Então vemos o que aconteceu e transformou Azriel em um ser imortal, que viveu séculos até encontrar Jonathan, sempre sendo chamado por feiticeiros que desejavam controlá-lo e usar seu poder para conseguir todo o tipo de vantagem. Azriel se tornou o que chamados de gênio, um Jinn, que nada se parece com os gênios da lâmpada que a Disney nos apresentou. Azriel é forte, possui vontade própria e não está preso à uma lampada, mas sim aos seus ossos. Daí temos o nome do livro.

No tempo presente de Jonathan, Azriel narra sua última invocação, mistérios envolvendo uma família rica e desejos de dominação, transformando a história em uma mistura excelente de horror, suspense e mistério, como só a Anne Rice é capaz de fazer. Até ler “O Servo dos Ossos”, não pensei que algum livro da autora fosse superar As Crônicas Vampirescas. Eu realmente gosto demais d’As Crônicas, mas recomendaria “O Servo dos Ossos” como primeiro livro da autora, com certeza.

O livro foi adaptado para quadrinho entre 2011 e 2012, com ilustrações de Renae DeLiz e Ray Dillon e adaptação de texto por Mariah McCourt, pela IDW Publishing. Infelizmente, esse material, chamado de Anne Rice’s Servant of the Bones não está disponível em português. Realmente torço para que ele apareça por aqui em algum momento, principalmente agora que vimos que isto é possível, depois da editora Rocco nos presentear com o excelente quadrinho “Entrevista com o Vampiro – A história de Cláudia”.

Abaixo, a linda arte de capa de alguns dos volumes da obra. Infelizmente não achei nenhuma imagem da capa do livro decente para inserir no post e não tenho o livro físico para fotografar.

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Fica esta recomendação e, se você já leu ou pretende ler, me diz o que pensa sobre a obra aí nos comentários!

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Um comentário em “Recomendação de leitura: O Servo dos Ossos”

  1. […] já falei sobre o livro assim que o li aqui. Então, tentarei ser breve. O que torna “O Servo dos Ossos” especial, no meu ponto de […]

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