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(Evento) I Seminário Internacional de Cultura Material e Arqueologia (RS)

O I Seminário Internacional de Cultura Material e Arqueologia acontece entre 05 e 07 de julho de 2017. Ele é promovido e organizado pelo Laboratório de Cultura Material e Arqueologia (Lacuma) e pelo Núcleo de Pré-História e Arqueologia (NuPHA), vinculados ao Programa de Pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH). Por meio de conferências, workshops, comunicações e oficinas, o evento pretende oportunizar discussões a respeito da aplicação de aportes teóricos e metodológicos na atuação de equipes multidisciplinares de investigação arqueológica, bem como na análise da cultura material.

 

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Site:

http://www.upf.br/comunicacao/agenda/detalhe/i-seminario-internacional-de-cultura-material-e-arqueologia

Programação:

http://www.upf.br/_uploads/Conteudo/ppgh/Programacao_ISICMA.pdf

Inscrições:

https://secure.upf.br/eventos/eventos/194

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Comentando “A Bela e a Fera” (2017)

Se tem algo que eu posso dizer sobre o filme live action d’A Bela e a Fera é que eu realmente não esperava que fosse ficar tão bom. Considerando as outras adaptações até o momento (Alice no País das Maravilhas, Cinderela, Malévola…), posso dizer sem dúvida que, para mim, A Bela e a Fera foi a melhor até agora.

O desenho da Disney era lindo, claro, mas nunca foi meu preferido. Preferia A Pequena Sereia, ou Aladin, ou Hércules. Mas o filme me fez mudar de opinião. A Bela e a Fera tem uma história muito interessante. Diferente de outras princesas (vide Branca de Neve e a Aurora, de a Bela Adormecida), Bela não se apaixona à primeira vista por um príncipe encantado. Grande parte do charme da história reside no avanço dos sentimentos de ambos, na humanização da Fera e, é claro, no alívio cômico que são a mobília falante.

O filme ficou bastante fiel ao desenho. Por outro lado, por ser live action, é tudo novidade. A nostalgia foi grande quando reencontrei personagens que sempre amei (Lumière!) e que sempre odiei (ah, Gaston, consegui desgostar ainda mais da sua versão live action). As músicas também foram adaptadas para o filme, além de receberem a inclusão de uma ou outra que não existem no desenho. Isto porque alguns detalhes foram acrescentados à trama, talvez para sustentá-la melhor, para naturalizar o romance que foi crescendo e a motivação por trás de alguns personagens.

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Talvez o ponto mais marcante nessas mudanças foi a relação entre Gaston e seu fiel escudeiro LeFou. No desenho temos a nítida impressão de que Gaston é tudo aquilo que LeFou gostaria de ser: alto, forte, um símbolo sexual para as mocinhas de uma pequena vila francesa. Já no filme, bem, ele é literalmente apaixonado por Gaston. De ajudante atrapalhado, LeFou passou à seguidor apaixonado, o que gerou algumas cenas engraçadas e outras em que você sensibiliza com a situação dele.

Outro ponto interessante no filme foi a inclusão atores negros em diversos papéis. E a Bela não foi retratada apenas como uma pessoa diferente das outras por gostar de ler, mas também tentando mudar a realidade à sua volta, como na cena não baseada no desenho, onde ela está ensinando uma menina da vila a ler.

Sobre a fotografia do filme, gostei muito. As personagens criadas por computação gráfica ficaram bem legais. Não posso dizer com certeza se ficaram realistas, na medida do possível, porque vi o filme em 3D no cinema da minha cidade e fica tudo muito escuro. Quero muito reassitir em casa, sei que perdi muito detalhe.

Foi um filme muito bonito, com certeza. Ele apresenta uma série de valores e passa uma mensagem muito importante: somos mais que nossa aparência. Super recomendo. :)

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Primeira missão arqueológica brasileira no Egito

Aqui está uma notícia que fez minha semana. Antes de mais nada, deixem-me contextualizar. Recentemente realizei um sonho de uma vida inteira. Estou estudando história no programa de mestrado da Universidade de Passo Fundo! Desde muito pequena desenvolvi um interesse imenso em história e, mesmo que eu tenho deixado ele adormecido por um bom tempo, nunca deixei de ter vontade de estudar história e, eventualmente, ensinar e viver dela.

Entre meus tópicos preferidos no vasto campo da história está uma das suas ciências auxiliares, a arqueologia, mais especificamente, a arqueologia egípcia. O antigo Egito causa fascínio no mundo há gerações, e continua causando graças às descobertas arqueológicas feitas eventualmente. Recentemente, estátuas do período Ramséssida (o mesmo em que viveu aquele que talvez seja o mais famoso faraó da história, Ramsés II) foram encontradas em local desconcertante – em meio ao esgoto e lixo em El-Mataria (Cairo), antiga Heliópolis – e cercada de controvérsias por causa dos métodos utilizados na retirada das estátuas do local e sua conservação, trazendo novamente para os holofotes mundiais a arqueologia egípcia.

A boa notícia da vez é que o Brasil teve sua primeira missão arqueológica no Egito iniciada este mês. Dia 11 de março de 2017 foi a data que marcou o início das atividades do programa chamado de Brazilian Archaeological Program in Egypt (Programa Arqueológico Brasileiro no Egito), sob a direção do pesquisador brasileiro Dr. Prof. Jose Roberto Pellini da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O programa ficou responsável por analisar as tumbas tebanas TT-123 e TT-368 no chamado Vale dos Nobres, na localidade de Sheikh Abd El Qurna, na margem oeste no Nilo, em Luxor, no Alto Egito. A missão ocorre em parceria com o Centro de Documentação do Serviço de Antiguidades Egípcio.

As tumbas estudadas pertencem à um escriba, Amenemhet, que foi supervisor do celeiro e contador de pães durante o reinado de Thutmosis III (1504 a 1450 a.C.), e Amenhotep, supervisor dos escultores do deus Amon na parte sul da cidade de Tebas, então capital do Egito. Ambos viveram na 18ª dinastia faraônica, e suas tumbas estão ligadas por uma passagem.

O trabalho da equipe brasileira consiste em escavação, restauração, estudos de egiptologia, documentação, e análise e mapeamento dos arredores. As partes de conservação e documentação serão realizadas em conjunto com especialistas egípcios. O projeto deverá durar de cinco a seis anos.

A notícia é muito animadora para aqueles que desejam participar de uma escavação no Egito. Já houveram brasileiros trabalhando em escavações comandadas por universidades de outros países (são cerca de 30 fazendo pesquisa arqueológica no Egito atualmente), mas esta é a primeira vez em que o Brasil tem sua própria missão. Ela, é claro, abrirá precedentes para futuros programas se desenvolverem e oportunidades para profissionais trabalharem em sítios arqueológicos egípcios no futuro.

Fico imensamente feliz pela oportunidade que o Brasil está tendo e espero um dia poder ao menos visitar um sítio arqueológico estudado por brasileiros no Egito.

Deixo algumas imagens da missão abaixo:

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Fontes: Arqueologia Egípcia e Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA), Imagens: Reprodução.

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